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Por que tantos ciclistas escolhem as mesmas montanhas nas ilhas canárias no inverno

Por que tantos ciclistas escolhem as mesmas montanhas nas ilhas canárias no inverno

Por: HOM-Shop.com Comentários: 0

O despertador toca cedo e lá fora o céu ainda está escuro quando ele enche os bidons e verifica os travões pela segunda vez. A estrada sobe quase desde a porta do hotel, sem aviso, sem aquecimento suave. É a terceira manhã seguida que o grupo sai com o mesmo objetivo: ganhar altura, devagar mas sem parar, até onde as pernas aguentarem. Alguém faz uma piada sobre o vento, outro já não responde, concentrado no próprio ritmo. A vulcânica paisagem ao redor muda de cor conforme sobem.

Subida lenta, calor a sério

Depois dos primeiros quilómetros o suor já cola a roupa ao corpo e ninguém fala muito. Por baixo da roupa de ciclismo ele usa um boxer com tecnologia HO1, aquela abertura horizontal patenteada pensada também para homens canhotos. A cintura em microfibra é ultra macia e não aperta. O tecido é respirável e de secagem rápida, com regulação de humidade. A estrada continua a subir e o grupo vai-se esticando em fila.

O corte certo faz diferença no selim

Nas curvas mais técnicas, quando o corpo se move constantemente sobre o selim, o boxer que ele escolheu tem um corte mais longo, com as pernas ligeiramente mais compridas, pensado para limitar o atrito. É em algodão modal, um tecido de toque macio e boa absorção, resistente ao desgaste e ao atrito. No cimo de outra subida, param todos para beber água e olhar o vale lá em baixo. Alguém tira fotos, outro só respira fundo.

A descida como recompensa

A descida é o prémio depois de tanto esforço: curvas largas, vento gelado na cara, quase nenhum carro na estrada. O grupo ganha velocidade e as conversas recomeçam, gritadas entre as rodas. Param numa pequena praça para comer uma peça de fruta e esticar as costas. O sol já vai alto e as sombras das rochas ficam mais curtas a cada minuto. Ainda faltam uns bons quilómetros até voltarem ao ponto de partida.

Chuveiro e roupa para a noite

De volta ao hotel, o duche demora mais que o habitual e ninguém se queixa disso. Para o jantar no povoado ele veste uma camisa em Tencel, a fibra que lembra seda vegetal e absorve quatro vezes mais do que o algodão. É uma peça com gola redonda e corte reto, de design minimalista e atemporal. O tecido é resistente a vincos, o que conta depois de um dia inteiro dobrado numa mala. Tem ainda certificação OEKO-TEX, um pormenor que ele só notou ao ler a etiqueta.

À mesa, entre amigos

No restaurante escolhem uma mesa ao ar livre, perto de uma parede de pedra ainda morna do dia. Pedem peixe grelhado e batatas com mojo, e o vinho local corre depressa entre as conversas. Alguém conta a subida do dia seguinte, outro já pensa só na sobremesa. As pernas pesam debaixo da mesa, cansadas mas satisfeitas. Lá fora, o vulcão continua lá, à espera da próxima manhã.


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