Montréal, Monte Royal e a Camisola Arco-Íris: A Viagem de Pai Para Filho
O telemóvel do Ricardo vibra numa terça-feira qualquer: "Pai, e se fôssemos ver o Mundial ao vivo?" Não é a primeira vez que pai e filho combinam viagens à volta de uma bicicleta, mas desta vez o destino é diferente — Montréal, o Monte Royal, e uma subida que já viram mil vezes na televisão. Semanas depois, lá estão os dois, com bilhetes de avião e uma ideia fixa na cabeça: ver a camisola arco-íris passar a metros de distância e, já agora, sentir aquele asfalto nas próprias pernas.
Uma tradição que começou muito antes desta viagem
O pai ensinou o filho a andar de bicicleta antes de ele saber ler bem as horas. Desde então, as viagens à volta do ciclismo tornaram-se um ritual silencioso entre os dois — sem grandes discursos, só quilómetros e conversa. Montréal não é só mais um destino no calendário: é a desculpa perfeita para continuarem a fazer o que sempre fizeram juntos, só que desta vez com o Mundial como pano de fundo.
O Monte Royal não perdoa ninguém
Alugam duas bicicletas na véspera e decidem experimentar, eles próprios, um troço do percurso oficial antes da confusão da corrida a sério. A subida é mais exigente do que parecia nos vídeos — pernas a arder, respiração pesada, mas também aquele sorriso cúmplice que só se troca depois de um esforço partilhado. Chegam ao topo sem pressa, já a pensar em contar a história ao jantar.
O que se veste por baixo faz toda a diferença
É nestas subidas que se percebe a diferença entre um cuecas qualquer e algo pensado para acompanhar o corpo. A tecnologia HO1 da HOM foi desenvolvida exactamente para isto: acompanha cada movimento sem apertar, sem enrolar, sem aquela sensação de tecido a lutar contra ti. Ambos usam o mesmo modelo — pai e filho, gerações diferentes, o mesmo nível de exigência.
Do suor da tarde ao jantar em condessa
Depois do duche no hotel, trocam o equipamento de ciclismo por camisas mais elegantes para irem jantar num restaurante perto do Vieux-Montréal. O curioso é que a mesma sensação de segunda pele continua ali, debaixo da roupa boa, como se nunca tivesse saído do corpo. Nem uma marca, nem um incómodo — só a certeza tranquila de que estão bem vestidos por dentro e por fora.
Duas gerações, uma memória em comum
Sentados à mesa, com a corrida do dia seguinte ainda por vir, brindam a mais uma viagem que ficará guardada como as anteriores. Não foi só ver a camisola arco-íris ao vivo — foi sentir, ainda que por um troço curto, o que os profissionais sentem naquela subida. E foi fazê-lo com o conforto certo, do primeiro pedal da manhã ao último brinde da noite.